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Databricks · tema 13 de 30

Databricks: a plataforma

35 min · 2 vídeos · 13 cards · 1 drill

Por que cai

É a plataforma que o banco usa no dia a dia, então a banca deixa de perguntar conceito e passa a perguntar operação: onde roda, quanto custa, quem tem acesso. Errar a diferença entre cluster interativo e cluster de job entrega que você nunca respondeu por uma fatura.

Pré-teste · 1 de 2

responda antes de ver

Um pipeline roda todo dia às 3h e leva 40 minutos. Que tipo de compute é o mais adequado?

Confiança:

Vídeo · português · 13 min

Panorama rápido das peças da plataforma. Assista anotando, para cada peça, qual problema ela resolve que o Spark sozinho não resolveria.

Em uma frase

Databricks é a plataforma gerenciada construída em volta do Apache Spark: ela entrega o motor, mais o ambiente de trabalho, a orquestração, a ingestão incremental e a governança que o Spark sozinho não tem.

Databricks não é o Spark

A distinção parece pedante até a banca perguntar. O Spark é um motor de processamento distribuído: você o instala, configura, orquestra e monitora. O Databricks empacota o Spark num runtime próprio e acrescenta o que falta em volta dele — workspace, catálogo, permissões, agendamento, monitoramento e provisionamento de máquina.

Na AWS, o desenho é: o plano de controle fica com a Databricks, a computação roda em máquinas provisionadas para você, e os dados continuam no S3 da conta da própria instituição. Isso importa na sabatina porque muda a conversa com segurança: o banco não está entregando os dados, está terceirizando o gerenciamento da computação.

As peças que você precisa saber nomear

PeçaPara que serveOnde erra quem não usou
WorkspaceAmbiente com notebooks, código, jobs e permissõesMisturar dev e produção no mesmo workspace
NotebookInterface de desenvolvimento e exploraçãoDeixar lógica de produção só no notebook, sem versionamento
ClusterA computação que executa o SparkEscolher o tipo errado e pagar ociosidade
Jobs / WorkflowsOrquestração nativa com dependência, retry e alertaSubir um orquestrador externo para encadear dois notebooks
Auto LoaderIngestão incremental de arquivos do object storageReler o diretório inteiro toda madrugada
Unity CatalogGovernança: permissão, linhagem, auditoriaControlar acesso por bucket e perder rastreabilidade

Escolha de cluster é decisão de custo

Esta é a parte em que a banca separa quem já respondeu por uma fatura.

TipoQuando usarEfeito no custo
All-purposeExploração interativa em notebook, trabalho compartilhadoFica ligado até alguém encerrar e tem a tarifa por DBU mais alta
Job clusterPipeline agendado, execução automatizadaNasce com o job e morre no fim: sem ociosidade e com tarifa menor
ServerlessConsulta e job em que o tempo de subida incomodaSem VM para administrar e partida rápida; menos controle fino de configuração

Auto Loader: ingestão incremental sem gambiarra

Arquivo caindo em S3 ao longo do dia é o padrão de ingestão bancária: retorno de adquirente, arquivo de câmbio, extração do core. O Auto Loader mantém um checkpointRegistro persistente de quais arquivos já foram processados, para que a próxima execução continue de onde parou. Com isso, reprocessamento não duplica, arquivo novo é detectado sem revarrer o diretório inteiro e a evolução de schema é tratada em vez de derrubar o job.

Delta Live Tables, em poucas linhas

DLT é a forma declarativa de escrever pipeline: você declara as tabelas e as regras de qualidade (as expectations), e a plataforma resolve a ordem de execução, o estado incremental e o que fazer com o registro que viola a regra — descartar, deixar passar com aviso ou falhar. Vale citar como opção; não invente detalhe de configuração que você não usou. [verificar o nome comercial vigente do produto na documentação, que a Databricks reposicionou sob a família Lakeflow]

Unity Catalog: onde a governança acontece

Sem Unity Catalog, permissão em lakehouse é permissão de bucket, e bucket não sabe o que é coluna de CPF. Com ele, você endereça tudo em três níveis — catalog.schema.objeto — e concede acesso no nível do objeto.

  1. 1Desenhe o namespace com intenção: catálogo por ambiente ou domínio, schema por assunto.
  2. 2Conceda a grupos mapeados no diretório corporativo, nunca a usuários individuais.
  3. 3Use máscara de coluna e filtro de linha em vez de criar cópias mascaradas que divergem.
  4. 4Ative linhagem e auditoria: é o que responde 'quem consultou o CPF desse cliente'.
  5. 5Dê acesso ao S3 por credencial gerenciada no catálogo, não por chave dentro do notebook.

Se quiser outro ângulo

Canal oficial em português, e a parte que interessa para a sabatina é a de permissões e linhagem. Não precisa assistir inteiro: vá até entender como o grant e a linhagem funcionam e volte para a lista de perguntas.

Como cai na sabatina

Como você organizaria o acesso a dados sensíveis dentro do Databricks?

Erros comuns

  • Dizer que Databricks é o Spark. Databricks é uma plataforma gerenciada construída em volta do Spark, com runtime próprio, catálogo, orquestração e governança; o Spark é o motor dentro dela.
  • Rodar pipeline de produção em cluster all-purpose. Além de custar mais por DBU do que job compute, o cluster fica ligado ocioso entre execuções e vira a maior linha da fatura.
  • Tratar Unity Catalog como um catálogo de metadados a mais. Ele é o ponto único de permissão, linhagem e auditoria; sem ele, o controle de acesso volta a ser por bucket e some a rastreabilidade.
  • Achar que Auto Loader é só um read de diretório. Ele mantém checkpoint do que já foi processado, então reprocessamento não duplica e arquivo novo é detectado sem varrer o diretório inteiro toda vez.
  • Confundir schema do Unity Catalog com schema de dados. No namespace de três níveis, schema é o nível intermediário, equivalente ao database; schema de dados é o contrato das colunas.
  • Esquecer que o dado continua no S3 do banco. Databricks não guarda os dados: a computação é gerenciada, o armazenamento é da conta AWS da instituição, e isso muda a conversa com segurança.

Flashcards

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Drill

Que peça da plataforma resolve isso?

Diga qual recurso do Databricks você usaria em cada caso. Justifique com custo ou com governança, porque é assim que a banca puxa a repergunta.

  1. 1.Analista explorando dados de fraude num notebook durante a tarde.

  2. 2.Pipeline noturno de fechamento de extrato, agendado e sem interação humana.

  3. 3.Arquivos de retorno do adquirente caem no S3 ao longo do dia e precisam ser carregados sem duplicar.

  4. 4.Três notebooks precisam rodar em ordem, com retentativa e alerta em caso de falha.

  5. 5.O time quer declarar as tabelas do pipeline e as regras de qualidade, deixando a ordem de execução para a plataforma.

  6. 6.Ciência de dados precisa da tabela de transações, mas sem enxergar o CPF em claro.

  7. 7.Consulta ad hoc rápida de um analista que não quer esperar cluster subir.

Quiz · 1 de 2

Onde ficam fisicamente os dados de um lakehouse Databricks rodando na AWS?

Explique para um gerente

Explique para o gerente de infraestrutura por que o time de dados precisa do Databricks se a empresa já tem EMR e S3.

Responda em voz alta antes de seguir. Se travar numa palavra técnica, é sinal de que ainda não entendeu essa parte.

Perguntas de sabatina deste tema

  • · Como você organizaria o acesso a dados sensíveis dentro do Databricks, num banco?
  • · A fatura do Databricks dobrou em dois meses sem aumento de volume de dados. Como você investigaria?
Responder no simulado

Para ir além