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Tema

Qualidade de dados

Folha de revisão · 2 temas · Engenharia de Dados

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Governança de dados

A banca usa governança para separar quem só constrói pipeline de quem entende que dado é ativo com dono. Em banco, cada resposta esbarra em LGPD, auditoria e regulador, e o entrevistador quer ver você citar papel e processo, não só ferramenta.

Como cai: Quem responde por um dado errado no relatório da diretoria?

Erros comuns

  • Confundir governança com segurança da informação. Segurança protege o dado de quem não deve ver; governança define quem deve ver, para quê, por quanto tempo e quem responde pelo significado do dado.
  • Dizer que o dono do dado é o time de engenharia. Engenharia é custodiante: opera o pipeline e o armazenamento. O dono é da área de negócio que define a regra e responde pelo número.
  • Tratar catálogo como inventário técnico de tabelas. Sem dono, definição de negócio, classificação e linhagem, o catálogo vira lista de nomes e ninguém usa.
  • Achar que linhagem serve só para bonito no diagrama. Linhagem é o que responde 'o que quebra se eu mudar esta coluna' e 'de onde veio este número' numa auditoria.
  • Prometer governança centralizada num banco grande. Um comitê único vira gargalo; o padrão que escala é federado, com política central e execução no domínio.
  • Falar de LGPD só como consentimento. Consentimento é uma das bases legais; em banco a maior parte do tratamento se apoia em obrigação legal, execução de contrato ou legítimo interesse.

Vocabulário

catálogo de dados
Inventário pesquisável de conjuntos de dados com dono, definição de negócio, classificação de sensibilidade, linhagem e forma de pedir acesso.

Qualidade de dados

Toda banca de engenharia de dados pergunta como você garante qualidade, porque é onde se separa quem escreve pipeline de quem opera pipeline em produção. Em banco, dado ruim vira número errado para o regulador, e o entrevistador quer ouvir teste, limiar e decisão de falha.

Como cai: Como você garantiria qualidade num pipeline diário de transações?

Erros comuns

  • Listar as dimensões sem dizer como se mede cada uma. Citar 'acurácia' não vale ponto; dizer que se mede confrontando uma amostra com o sistema de origem, vale.
  • Achar que todo teste que falha deve derrubar o pipeline. Derrubar tudo por um domínio inesperado numa coluna secundária custa mais que quarentenar a linha.
  • Confundir completude com acurácia. Campo preenchido com valor errado é completo e impreciso; campo vazio é incompleto e pode até ser correto.
  • Ignorar frescor. Dado certo que chega depois da decisão é dado inútil, e é a dimensão que mais gera reclamação em painel de diretoria.
  • Medir qualidade só na camada final. Quanto mais tarde o teste, mais caro o reprocessamento; teste na ingestão pega o problema antes de ele se espalhar.
  • Tratar SLA de dados como promessa verbal. Sem número, janela e consequência acordada, não existe SLA, existe expectativa.

Vocabulário

SLO de dados
Meta interna e mensurável sobre um dado: por exemplo, a tabela de transações fica pronta até 6h em 99% dos dias úteis.